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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Um filme que tem mais a cara do Creed, com um drama mais pessoal envolvendo sua família, com várias referências à Rocky IV... assistindo Creed II



Hoje dia de assistir à continuação de Creed, um filme que mostrou bem que a série Rocky poderia ter uma boa continuação, bem atualizada e contando com bons dramas sem deixar o boxe de lado, e aqui deu mais forma e mostra que Creed tem vida própria, dependendo bem menos de Rocky. O filme conta como um dos maiores dramas da série Rocky passa para a próxima geração de boxeadores, filhos de Creed e Drago se enfrentam com a sombra da luta dos seus pais nas costas. O drama familiar é sempre presente. Enquanto Creed cria sua própria família, Drago tenta mostrar que a sua não pode ser esquecida, enquanto Creed parece fazer da luta uma vingança para o pai, Drago quer mostrar que foi injustiçado pela derrota para o Rocky. O filme evolui pouco no boxe, são lutas um pouco previsíveis, para aumentar o drama e consolidar uma história mais pessoal e familiar, o filme parece deixar de lado Rocky para focar nos dramas dos protagonistas. O miolo do filme é até um pouco exagerado nisso, os personagens vão aprendendo que a luta deles não pode ser influenciada pelo passado ou pelas suas famílias. Na parte final o filme faz um belo remake de Rocky IV, com um treinamento mais rústico, pesado, exagerado e com momentos de superação, assim como Rocky IV, a dor e o treinamento são o combustível para ser mais forte e melhor. A luta final é bem parecida com Rocky IV, mas também inclui fatores do próprio filme para mostrar um algo a mais, dando um pouco mais de emoção, incluindo a trilha sonora clássica e um desfecho que poderia ser bem do Creed, mas que deixa bem claro que essa parte final era totalmente uma homenagem ao Rocky. No geral, um filme que tem mais a cara do Creed, com um drama mais pessoal envolvendo sua família, com várias referências à Rocky IV, é algo bom de acompanhar, mesmo que seu antecessor tenha mostrado algo mais interessante.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Um filme sobre preconceitos, superação e determinação, sem apelar pro coitadismo ou pra fantasia... assistindo Estrelas Além do Tempo em Cine Market Place Cinemark.



Hoje dia de curtir um filme sobre determinação, um pouco de emoção e muita superação, luta por sonhos e igualdade, não que seja algo só sobre o racismo, que é muito implícito, o filme mostra muitos outros preconceitos. Desde o início o filme mostra a ideia do filme, protagonistas mostrando que vivem num mundo preconceituoso e segregado, mas que de certa forma aceitam isso, com um bom senso de humor, e que isso não vai impedi-las de sonhar, de realizar, de mostrar que podem estar acima desses fatos, e as falas, por mais simples que sejam, devem ser entendidas com força. Apesar de ter 3 protagonistas, somente 1 delas ganha realmente um grande destaque, as outras 2 acabam seguindo histórias que não ganham muita profundidade, parecem apenas focar nas dificuldades e nos preconceitos enfrentados de forma um pouco rápida superficial. O filme não apela para o drama, são poucos os momentos que que há uma forte emoção, como se trata de uma época onde a aceitação era vivida de outra forma, pouco se vê algo como um enfrentamento ou uma atitude mais enérgica, o que se mostra é algo fugindo do filem, como cenas em TV. Algo que o filme se perde um pouco é fugir do tema preconceito e mostrar o desenrolar da corrida espacial, é um pano de fundo superficial, que parece estar ali só pra fazer propaganda da NASA. Os efeitos especiais praticamente não existem até a parte final do filme, realmente parece um filme de pouco orçamento, e que foca na história e atuação. A atuação é um ponto interessante do filme, como não há um roteiro enérgico para os personagens, tudo é bem suave, sentimentos parecem ficar contido em todos os personagens, tudo pelo bem estar do cenário que o filme apresenta, isso faz parecer que não há um esforço na atuação, tudo parece muito simples, em todos os personagens, o que até mostra certa humanidade e respeito, mas para um filme, mesmo baseado em fatos reais, fica pouco empolgante querer alguma identificação com algum personagem. No geral, um filme que não apela pro coitadismo, mesmo num assunto polêmico até hoje, os personagens são fortes e humanos, mostram que as dificuldades da vida podem ser superadas, e sonhos podem ser realizados, sem conto de fadas, mas com muita inteligência.

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